2 de out. de 2024

Resenha: Os caçadores do coração perdido

 Olá *aceno*

Um dos recebidos mais recentes por aqui foi " Os caçadores do coração perdido" da editora paralela que já vem com  aviso: conteúdo adulto e nos traz a história de dois arqueólogos que se odeiam e precisam trabalhar juntos no meio da selva mexicana atrás de um  artefato valioso e é claro que isso não poderia dar em cenas quentes e um amor fofinho!

 Conhecemos nossa protagonista e já sabemos que Socorro Mejía é uma das melhores arqueólogas do seu tempo e tem um corpão sexy junto com muita segurança sobre quem se é e na sua paixão por Chimalli, que acredita ser seu antepassado.  Logo após uma proposta um tanto curiosa ela embarca para o México e descobre que está na missão da sua vida e presa com seu m aior inimigo - o qual ela te um a super queda - e ele precisa muito da ajuda dela. 

Trocando de pontos de vista entre Correi e Ford som os levado por uma escrita gostosa com gostinho de Indiana Jones e e com um toque apimentado e conhecemos a história dos dois - que é bem mais profunda do que dois corpinhos bonitos - e entendemos medos, receios, fragilidades que apenas um pode ajudar o outro. 

 Essa foi a primeira leitura da minha MLI 2024 e eu li super rápido, mas do que imaginava e me encantei com a história que tem um cenário que eu nunca pensei em ler. A minha ressalva é:  final foi MUITO rápido com muita coisa em poucas páginas quase correndo para terminar e um final bem clichê (a gente ama, mas poderia ser melhor.)

Nota: 4 /5 

crônicas sobre deserto

Até ler o Alquimista nunca me passou pela cabeça que som teria um deserto... 

E nunca tinha pensado muito em desertos também e apesar de nunca te visto um me encanta o mistério meio assombroso, vazio e o aspecto meio mágico que ele sempre ganha. E foi nessa leitura que  nos é conduzida por um jovem pastor que sonha com um  tesouro mais de um a vez e começa a ouvir a voz do universo que o chama e proporciona encontros que vão te falar dos mistérios que sempre nos aparecem que fui entendendo a mágica que Paulo Coelho faz. Com uma linguagem fácil e ele nos desafia olhar para a nossa própria vida e crenças com metáforas que entendemos com vivências e experiências e apesar de nunca ter estado num deserto pensamos muito sobre ele...

   Aquele deserto fortaleceu Jesus na Bíblia, e que é  grande demais nos posters de Duna e com certeza mais ameaçador quando pensamos no Pequeno Príncipe perdido em seu avião encontrando uma serpente.

São tantas micro coisas que juntas parecem um nada tão grande...

Acho que por isso a metáfora tão repetida e gritante com o coração humano, um lugar que pode ser hostil e seco, ou apresentar maravilhas que nem imaginamos encontrar por lá. Será que sempre identificamos um deserto pela sede que nós pega, ou estaremos preparado para as mudanças?

 Um lugar cheio e peculiaridades e nem sempre cheio de areia, já que o maior deserto do mundo é a Antártida. Ou com  com dunas falantes e Oásis que desafiam tudo aquilo que pensamos. 

E é sobre pensar e ouvir que o autor fala muito nesse livro. Damos voz ao nosso coração e sonhos? Entendemos o que eles falam? entendemos os sinais que o universo nós dá para chegar onde queremos? Ou precisamos ouvir o som do deserto? 

"quando você quer alguma coisa todo o universo conspira para que você realize o seu desejo"

E talvez essa carta seja só parara te lembrar disso. 


Resenha: Porque escrevo - George Orwell

 Recentemente li "Porque Escrevo" do renomado autor Geroge Orwell e ler esse livro como primeira leitura foi uma experiência interessante.



   George Orwell é conhecido por "1984" e " a revolução dos bichos" mesmo sem ter lido nenhuma das duas obras é fácil saber que ambas estão ligadas com uma reflexão politica muito forte. Ao começarmos o livro "porque escrevo" nos deparamos com ensaios que ele fala sobre si, mas é claro, sobre politica também, não apenas porque sente uma atração pelo assunto e si por estar no meio da segunda guerra mundial podendo ver o mundo com o qual conhece irreconhecível após algum ataque de bomba que o assombra e assola o seu país no momento. 

O livro se divide em 4 ensaios de tamanho e reflexões diferentes ainda que parecidas. Temos como primeiro ensaio aquele que da nome ao livro onde nosso escritor reflete a natureza da escrita e dos escritores, como o caminho do mesmo o levou até ponto de precisar escrever e ser escritor.

"Desde muito pequeno, talvez com cinco ou seis anos de idade, eu sabia que devia ser escritor quando crescesse. Mais ou menos entre dezessete e 24 anos, tentei abandonar essa ideia, mas o fiz consciente de que estava ultrajando a minha verdadeira natureza  que m ais cedo ou mais tarde teria de me conformar e escrever livros"- pág 09

"escrever um  livro é uma luta horrível e exaustiva, como o longo acesso de uma enfermidade dolorosa" pág 18 

 

Hora esperançoso, hora sem esperança encontramos em seus escritos um versão muito clara do viés político de Owell e a vivência de um escritor com conhecimento político vivendo numa guerra. é muito diferente dos relatos que se pode ter de um livro de história. Com o tato perfeito para escrita, nos deixamos levar por suas ideias e suas palavras a cuminar em olhar para o próprio presente e ver os caminhos mias claros que foram tomados pelas nações até os dias atuais. 



Mesmo que não seja o seu estilo livro fica aqui a minha recomendação. Uma leitura que precisa de cuidado, porque tem vários termos um pouco difíceis de entender e ao mesmo tempo se torna um a leitura mais lenta pelo seu nível de complexidade.


1 de out. de 2024

Resenha: Em Sintonia - Jéssica Anitelli

 Olá *aceno*

 A minha última leitura do primeiro semestre foi com gosto de romance fofinho de ensino médio e é sobre ela que vou falar hoje. Em sintonia foi um dos recebidos de junho em parceria com a companhia das letras e foi um leitura muito leve e gostosa num momento que eu estava precisando nesse final conturbado de bimestre (principalmente para mim que sou professora). 

Em Sintonia da autora Jéssica  Anitelli conta a história de Felipe, um aluno do último ano do ensino médio de um colégio particular na região em que vive, que esta voltando para escola depois de um periodo de pândemia e enfrenta os mais diversos desafios, mas o seu principal obstáculo: Anitta. 

Anitta é uma aluna que veio de uma outra escola e se vê sempre no caminho de Felipe, mas essa insistência do destino em colocá-los frente a frente vai levá-los a caminho de um romance que com certeza vai aquecer o seu coração.

Com uma escrita fluída e leve, Jéssica nos conduz por cenários que conhecemos, por ser um livro nacional,  conseguimos nos visualizar nas cenas, nos problemas nas amizades. E por sinal: que amizades bem escritas! Felipe tem amizades que leva para vida e conseguimos acompanhar seus dramas e suas evoluções também durante toda a leitura. Com cápitulos curtos conhecemos pelo ponto de vista de Felipe, de seus pais, sua vida acadêmica e suas evoluções...Um livro que mais do que apenas um romance fofo toca em questões importantes e que precisam ser faladas, precisam ser ouvidas.

Eu adorei a leitura e o momento que eu parava para ler era sempre prazeroso e esse é o maior proposito da leitura para mim.

Nota: 5/5 



21 de jun. de 2024

Resenha: Lore Olympus VOL 1





 Olá*aceno*

Nos últimos dias me encontro obcecada com uma história perfeita para aquelas pessoas que cresceram amando Percy Jackson ou que entraram no mundo da leitura por causa dele e amam  o Olimpo e suas historia: Lore Olympus!

 *atenção leia esse post ouvindo "too sweet  - hoizer*

Ao longo do livros conhecemos Persefone ou Kore, filha de Demeter, que sai do mundo mortal e vai para o Olimpo estudar e se depara com  um mundo muito diferente do que ela conheceu ou esperava conhece, onde deuses mais velhos a enxergam frequentemente como inocente e  hora se apaixonam, hora se aproveitam disso. No meio desse turbilhão ela se encontra com o senhor dos mortos e é arrastada por uma pegadinha para dentro do palácio dele(aka um apartamento chiquérrimo). Do outro lado temos Hades, triste e profundo, estigmatizado e dentro de um relacionamento tóxico que encontra em Persefone uma força uma gentileza que nunca lhe foram apresentadas. 




A deusa que é superprotegida pela sua mãe e está prestes a entrar pro hall de deusas eternamente virgens e o deus  mais solitário que é conhecido com cruel se conhecem e se permitem se ver com o  ninguém os vê e disso só pode nascer uma paixão improvável  impossível que nos tira o folêgo a cada página;  de um jeito sexy, cheio de amor, temas delicados e desenhos deslumbrantes a autora  nos entrega um a versão moderna dessa história que quase todo mundo conhece, mas precisa ler dessa forma pelo gostinho de ser uma das melhores historias que irá ler!

  ALERTA: esse livro tem gatilhos!



2 de jun. de 2024

Resenha: A ladra amaldiçoada (little thiefs #1)

Olá *aceno* 

Desde o começo do ano eu tenho lido bem mais que o normal -  e tem vários motivos para isso. Mas depois de uma crise de ansiedade daquelas meu ritmo deu uma pausa brusca. Eu passei a não ficar tão interessada nas leituras atuais, ler um pouco e já pular para outra leitura sem dar continuidade em nada, mas teve um livro que eu peguei (ou ele me pegou ) no meio desse caminho e virou um favorito da vida!

A ladra amaldiçoada - Margaret Owen - Editora Seguinte

Vanja é uma criada, e desde cedo aprendeu que nenhum presente é de graça. Quando suas madrinhas, as deusas Morte e Fortuna, exigem um preço alto por sua ajuda, a garota decide tomar as rédeas do seu futuro... e roubar a identidade de Gisele, a princesa que deveria servir. Agora, ela tem um álibi para frequentar as festas da nobreza e roubar as joias que vão financiar sua grande fuga. Até que, perto de conquistar sua liberdade, a jovem cruza o caminho da deusa errada e sofre uma maldição: seu corpo vai, aos poucos, se transformar nas pedras preciosas que ela tanto ama.
Vanja tem duas semanas para descobrir como quebrar a maldição e escapar. O que já seria bem difícil sem um jovem detetive no seu encalço. Será que Vanja finalmente encontrou alguém páreo para sua inteligência -- e capaz de mexer com seu coraçãob
Com ilustrações da própria autora, este é o primeiro volume de uma série de fantasia sobre identidades roubadas, romances inesperados e garotas que estão longe de serem mocinhas. 
 fonte: site Cia das  Letras 

Na história acompanhamos Vanja, que após ter sido abandonada pela mãe numa floresta fria se torna afilhada da Morte e da Fortuna, e posteriormente uma criada num castelo estilo idade medieval em um mundo cheio de magias e segredos; dominado pelo poder, desejo e ganância. Ela logo percebe que se quiser fugir das escolhas e situações que foi imposta ela precisa ser esperta, precisa arrumar uma quantidade de dinheiro e ir embora. E o seu plano se realiza ao roubar a identidade de sua princesa e viver como ela enquanto faz roubos nas casa mais ricas sem ser identificada. Mal sabe ela que seus planos estão prestes a ser interrompidos por um Prefeito Mirim que vai investigá-los a fundo e descobrir muito mais do que se esta aparente... 

Eu particularmente amei o livro do começo ao fim. Li rápido e devagar. Queria devorar ele e não queria que acabasse nunca! Fui guiada pro a história de uma ladra que tem todos os motivos do mundo para roubar, e recebe uma maldição por isso, e vi ela aprender com os erros e entender que o mundo nem sempre está contra ela e que não tem problema ser quem é. Em diversos momentos me senti conectada com a Vanja, me vi sentindo os mesmo sentimentos em outras ocasiões, me peguei pensando que eu teria as mesmas reações ou nunca pensando em agir como ela agiu. Vi uma menina que aprendeu muitas coisas do mundo de uma maneira ruim e que deixou o medo guiar ela tanto para lugares legais quanto para muito (e mais frequentes) para lugares escuros e frios.

Temos também os outros personagens que são incríveis! Emeric é um Prefeito Mirim - que nesse mundo é uma espécie de investigador de polícia que é subestimado por ser novo e ter aquele aspecto de não saber o que está fazendo - spolier: não se deixe levar. Temos Gisele, nossa princesa, que tem um relacionamento complexo com Vanja, mas é uma prova muito legal sobre crescimento e sobre entender seus sentimentos e seus erros. A Ragne que nunca errou e se errou foi tentando acertar, e a Joniza que é nada a menos que nossa maioral! 



  E o que mais marca na  história é: ela super bem e escrita! Vemos a evolução da Vanja, Emeric, Gisele e os outros personagens de maneira real, com sentimentos bons e ruins, os relacionamentos e esse algo a mais e que realmente tem um propósito e um conexão!  O desenvolvimento é absurdamente fluido. E de tudo, o que eu mais gostei, foi que as coisas se encaixam!! Não há apontas soltas, tudo que acontece na história é usado com um propósito, causa e consequência, uma coisa que vejo em poucos livro... Nenhum elemento está lá só por estar e eu achei isso mágico! 

A tradução foi excelente. A forma como eu senti esse livro foi absurda! A ÚNICA coisa que me incomodou foi a quantidade de palavras diferentes e específicas que tinham no livro e como eu tava no kindle não consegui ficar indo no glossário que estava no final, mas de resto tudo perfeito 10/10.

Esse livro mexeu muito comigo e apesar de ter um estilo um pouco mais juvenil, que pode ser que não agrade a todos, é um história fantástica que todo mundo deveria, no mínimo, experimentar. 

E POR FAVOR LEIAM PARA EDITORA TRAZER OS OUTROS VOLUMES QUE ESTÃO NA GRINGA! EU PRECISO DE MAIS DESSE POVO.


NOTA: 5/5 

 

7 de mai. de 2024

Resenha: Esquisitona - Sarah Andersen

 Oie *aceno* 



Sarah Andersen é conhecida pelas suas tirinhas engraçadas que falam muito do cotidiano, de forma leve ela aborda diversos assuntos. Esquisitona é o laçamento de 2024 e vemos várias tirinhas que servem muito para um tipo de adulto que viu a vida ficar muito estranha depois de uma pandemia e descobriu que na verdade foi você mesmo que ficou bem esquisito e tá tudo bem, na maior parte das vezes dá até para rir disso. 

Execelente para ler quando você está saindo de uma ressaca literária, ou para hum momento que você não quer processar leituras complexas, o tempo que você vai investir nesse livro com certeza vai ser fluído - rápido- e muito divertido.



Notas: ✰5/5

3 de mai. de 2024

5 motivos para ler Lore Olympus- ainda esse ano



Essse é um chamado você que que foi fã de Percy Jackson durante boa parte da sua adolescência e está sedento para mais histórias bem escritas sobre o Olimpo está é a hora  de ler Lore Olympus. E caso flata motivos esse post lhe dará 5 motivos pelos quais você deveria ler essa história agora. 

1. Reconto da história de Hades e Persefóne 

É uma verdade universalmente conhecida que Hades e Perséfone são o casal mais conhecido do Olimpo, mas e se a história não fosse bem contada não como um sequestro, mas como uma jovem moça fazendo um intercâmbio e conhece o poderoso chefão do submundo e eles começam a ver que tem muito mais em comum do que aparentam e que o que era para atrapalhar os tornam mais próximos?

2.Muito bem escrita 

 Lore Olympus é uma Graphic Novel, mas não qualquer uma. A escrita é execelente, vemos vários pontos de vista de vários personagens que vão fazendo a história ficar mais interessante e não só focadas nos persoangens principais, mas vão deliniando um Olimpo cheio de conflitos entre familía e diversos temas delicados que vão tocar na ferida, mas também abrem espaço para ajuda para explorarmos mais de personagens que trazem lições importantes (oi Eros, to falando com você ♡ ).

3. Acessível 

Caso você saiba inglês você pode ler Lore Olympus no Weebtoon e tem todos os episódios  estão disponíveis lá primeiro sem precisar comprar o livro. 


4.Olha essa estética!!

Olha que livro livro lindo meu deus do céu!! Olha esses desenhos!! Olha essa Aesthetic!! Se isso não te convenceu a ler até agora não sei mais o que pode!

5. Uma história que tira seu folêgo!

Tem horas que eu estou lendo e preciso para para dar uma puxada para o ar. Porque assim, que história incrível. 

22 de abr. de 2024

Precisamos falar sobre o lado tóxico - crescente - do bookgram

 Olá *aceno*

fonte: pinterest 


Faz um tempinho que venho agoniada com o instagram e com as coisas que tem nele. No geral, é a mesma ladainha de sempre, porque eu tenho ciência que é um dos meus maiores vícios, mas tem em sufocado. 

 Um dos problema do instagram é ser um catalizador de consumismo, de sempre mostar para os outros coisas que muitas vezes não são verdade, e como andamos com pressa de tudo. E como cada vez mais tem mais gente fazendo exatamente a mesma coisa que todas as outras pessoas. No fim, toda essa pressa, essa ânsia, esse mais do mesmo é extremamente exaustivo. 

Essa agonia vem crescendo dentro de mim e mais do que nunca eu quero sair e não voltar a trás e cada vez mais eu me vejo presa em suas garras e repetindo esses ciclos infinitos, porque só assim você consegue mais numerozinhos, só assim você consegue ter o seu valor provado e atenção de quem te interessa. E esse é o maior valor - e cada vez mais díficil de atingir - a atenção. 

Eu sinto a minha atenção ficando cada vez mais fragmentada e quando eu acho que é impressão minha eu olho pro lado e vejo que é geral. 

O que era legal antes começar uma série nova e maratonar ela, agora é motivo de critica  "ah eu gostei do livro, mas é um esquema de pirâ+mide" "não aguento mais livros que tem 8 livros na série" ao mesmo tempo em que vemos sempre mais vídeos de unboxing, mas videos de compras e menso livros de lidos (e quando são lidos, é quase uma competição quem lê mais).

Percebo que tudo isso vai se infiltrando em nós. Eu como pordutora de conteúdo e que sempre amou falar de livros me pego agoniada em ler um livro quando não tenho tempo, porque netsou muito tempo com ele e isso me irrita, vejo que as vezes mesmo que eu ame uma música que fez sucesso no instagram eu começo a desta-lá depois de ouvir em 22145696320 reels. Vejo que não tenho mais paciência de ver videos com mais de 1 mim. Vejo que coneúdos que me chamam mais atenção são de comprar e me vejo querendo deixar meu quarto e minhas "marcações" mais aesthetic só porque os conteúdos me mostram livros todos rabiscados como lindos. E pagar caro em livros que as vezes eu nem quero tanto porque está todo mundo falando sobre. Eu sou essa pessoa e eu preciso admitir isso. E ao mesmo tempo eu estou exausta de tudo isso!

Sinto falta de ter uma "slow life" de ler ser um prazer na minha vida e não uma obrigação, de ter um momento calmo, de ter um momento de paz e não de fingir ter quando algo profundo dentro da minha mente me incomoda sobre. 

Precisamos falar mais sobre esse lado. E precisamos refletir. Eu preciso principalmente e você vão me ouvir falar sobre. 

Qual a sua opinião sobre? Vamos conversar?

Resenha: Uma Familía Feliz - Raphael Montes

 Um dos meus últimos recebidos da Companhia das Letras foi o laçamento Uma Familía Feliz do premiado Raphael Montes. 

foto autoral 


 No livro acompanhamos a história de uma familía perfeira: Um casal de classe média alta, que mora em um condomínio chic no Rio de Janeiro com suas duas filhas gêmeas. E tudo parece bem e a vida é boa por lá, até nossa protagonista - Eva- engravidar e a sua vida virar de cabeça para baixo. 

Acompanhamos a nada romatizada gravidez e as coisas estranhas que começam acontecer com Eva, conhecemos seus vizinhos, e as lutas de Eva antes de conhecer Vicente - seu marido, seu trabalho como cegonha de bebês reborn e a sua rotina. A história é conduzida com maestria e sentimos sempre que tem algo estranho no ar (quase como uma música que toca nos filmes de terror...), mas só vemos de fato quando o bebê nasce. Apagões, volência, rémedios, manipulações, julgamentos, mistérios... São temas que permeam a leitura e cuminam num final supreendente. 

Foi o primeiro livro do autor que li. Confesso que me supreendi com escrita e com a condução da leitura. Não é um gênero que eu tenho costume de ler  e foi uma leitura proveitosa ao mesmo tempo que incomoda pelo seus temas como: a descrença e a sobrecarga da mulher, a não romantização da gravidez, a construção de uma sociedade de classe média que não enxerga seus preconceitos tampouco seus prívilégios. O clima de estar sempre seguro mesmo que sempre vigiado, os easter eggs que aparecem na leitura e as várias hípoteses que são levantadas e seguem para outro caminho no final - não inovador, mas supreendente. 

O único ponto ruim da leitura é que só temos a visão de Eva do que está acontecendo e com um final trágico não conseguimos fechar todas as pontas que o livro abre e ficamos sem uma conclusão completa do que acontece após o capítulo 30 - que é o último, mas o primeiro também. 

Gostei bastante da leitura recomendo e estou muito louca para ver o filme. E você? O que achou?

4,5 / 5 ✰

4 de abr. de 2024

Resenha: Chuvas Esparsas - Rainbown Rowell

   Olá *aceno*

Esse ano o bichinho da leitura me picou e estou lendo bem mais que o normal, mas nesse final de Março comecei a ler vários livros que me deixaram meio, sei lá, querendo algo mais fluído, cheio de amor e não tão longo. Por sorte, eu recebi da editora seguinte o livro "Chuvas esparsa" da Rainbow Rowell que era exatamente o que eu estava procurando e -confesso- até um pouco mais. 

 Rainbown é uma autora conhecida pela suas obras mais famosas como a trilogia de Simon Snow e o polêmico "Eleanor e Park" (que eu descobri recentemente que foi cancelado). Mas é autora de livros incríveis como Fangirl (o meu favorito dela), anexos, ligações e mais alguns. Os livros dela são sempre aquele conforto para leitora ou leitor que quer encontrar o frappucciono delicinha de sempre: romances fofinhos. Nesse livro não fugimos disso, mas acrescentamos uma coisa: eles são em contos. 

 O livro e dividido em  9 contos - e alguns deles já haviam sido publicados em outros lugares, e dois deles eu já havia lido antes (o conto "meias-noites" na antologia de natal "o presente do meu grande amor"e o conto "escrito nas estrelas" já havia sido publicado em formato de livro pela editora Novo Século com o título "universos e afins"), mas confesso que foi muito legal reler de novo ao mesmo tempo que me entregava a novas histórias com personagens novos - ou velhos conhecidos...

Ao longo dos contos vemos várias histórias de amor -mas nem todas elas com um desfecho romântico. O que me impressionou foi como somos conduzidos a conhecer personagens complexo, que vão se desdobrando em dilemas que muitas vezes temos em nós. Há personagens de várias idades, personagens que não são bem o que aparentam, personagens confusos, com medo, apaixonados por algo ou se apaixonando. Temos enredos de segunda chances, de amigos que viram namorados, inimigos que viram amantes, noite de natal confusas e contos dentro da pandemia. Me peguei pensando como seria aquela sensação, revendo sensações antigas que fiz questão de enfiar num baú (alô, pandemia? ) de pensar naquelas analogias que fora usadas de maneiras explicitas ou muito metafóricas e adorei todas elas.

De longe o meu conto favorito foi "músicas para esquecer um ex de merda" que  me entregou o que eu mais queria e me deixou com o coração quentinho! O conto que mais surpreendeu foi "mensagens confusas" e os que mais deixaram lé lé da cuca foram "O Príncipe e a Troll" e a "À Espera". Mas todos foram incríveis e me fizeram relembrar o gostinho delicioso que é ler e se deixar levar pela escrita da autora. 

Queria destacar também a beleza desse livro!! Desde da capa, a ilustração, as letras (que não são pretas! Elas variam entre um roxo escuro e um  verde que são lindinhos demais) fora que a tradução ficou ótima!

O livro ficou com 4,5 estrelas!

E você já leu? O que achou? Me conta aqui nos comentários. 

20 de fev. de 2024

como foi fazer um desafio literário em 2023?

  Em 2023 fiz um desfio literário e vou te mostrar como foi!

 Sei que tem muitas maneiras de se fazer um desafio literário: no skoob, uma maratona, com um tema específico, etc. O que eu escolhi fazer veio do blog Momentum saga e funcionava com alguns tópicos que você deveria completar e fiou assim:

  • Um livro que você devia ter lido em 2022 e não leu
Escolhi Vermelho, Branco e sangue azul para essa categoria e você pode ler a resenha aqui 


  • Um livro publicado no ano de seu nascimento
Esse - eu juro- eu não fazia ideia o que poderia colocar. Tanto que finalizei o ano se ter colocado nada na lista. Ai eu vi um post de editora arqueiro falando sobre "Os bridgertons " e que o Duque e Eu foi publicado em 2000! E foi uma leitura fantástica (e eu amei o que fizeram com a serie, deu tudo que faltava no livro. 
  • Um livro sobre ou que trata da realeza
O escolhido para falar da realeza foi Romance Real da Clara Alves e tem resenha aqui também 


  • Um livro lançado em 2023
Eu escolhi um conto para essa categoria e foi "Óbvia demais" da minha migs Atlantinico  que inclusive ganhou prêmio na amazon!! 

  • Um livro que se passa nos anos 1970
Não poderia faltar ela: Daisy Jones  and The six! Esse livro foi uma surpresa e me desculpe quem prefere Evelyn Hugo, mas esse livro foi incrível! Todas as camadas! E ter acompanhado a serie lançando as músicas foi mais maravilhoso ainda.Tem post aqui também. 


  • Um livro com ou sobre magia
Escolhi um livro da halloween para esse: o menino bruxa - uma graphic novel delicada e que traz assuntos importantes de um jeito super legal! 
  • Um livro favorito que você já leu
Coloquei nessa lista as vantagens de ser invisível e o ladrão de raios que eu li por causa da serie  (e to com um protejo de ler o riordanverso todo - me deseje sorte) e fi demais! Muita coisa eu não lembrava e aquela regra do pequeno príncipe - de reler mais vezes-  para mim vale para todos os livros. 
  • Um livro comprado em um evento
Escolhi Se a casa 8 falasse oi uma leitura extremamente gostosa - como todos os livros do Vitor e que valeu cada segundo! 
  • Um livro com duas ou mais linhas do tempo
A biblioteca da meia noite  foi a leitura que escolhi para esse. A leitura varia muito entre vários lugares e possibilidades e mesmo achando que falta alguma coisa para o livro ficar completo ( e com umas coisinhas que eu achei a mais) eu adorei a mensagem. O livro foi tão potente que meu pai que quase não lê,se interessou e gostou da história. 
  • Um livro sobre ativismo
Esse eu quis colocar um que não é bem, mas é a cantiga de pássaros e das serpentes. Para mim nada foi maia ativista que a Lucy Gray e o Sejanus. Mostrar o caminho que leva um ditador chegar onde chegou é de extrema importância. E também teve toda a vibe de gente amando o Snow mais novo pela beleza do ator e passando pano para tudo que a história significou e vi muita gente falando sobre. 
  • Um livro de ou sobre culinária/comida 
Esse não rolou mesmo. 
  • Um livro apenas pela capa
Aprendendo a Cair foi um graphic novel que peguei na escola que trabalho e foi uma grande surpresa. Conta a história de um menino com deficiência intelectual e o processo dele ir morar em uma casa especializada com os cuidados de pessoas que assim como ele estão se descobrindo e vivendo coisas novas. é muito legal e tem uma história bonita baseada em uma instituição de verdade! 

Essas foram as minhas leituras do desafio de 2023 e já tem no blog disponível  desafio de 2024!
Quem vamos? 

9 de fev. de 2024

Resenha: heartstopper vol 5 - mais fortess juntos

Atualmente um dos maiores sucessos literários, com uma das adaptações mais fieis e bem feitas é de Heartstopper - a serie que terminará no seu sexto volume e foi escrito Alice Oseman.
 Em dezembro chegou no brasil o penultimo volume da serie e eu queria muito falar sobre, mesmo que *contendo spoilers* já que Nick e Charlie já viveram muito até aqui...
  

Os volumes de heartstopper são conhecidos por terem a leveza e a paixão adolescente e a responsabilidade de um adulto e a empatia que falta por ai. Em outros volumes a autora já trabalhou diversos assuntos inclusive disturbios alimentares. Nesse penultimo livro ela começa falando sobre como será a vida deles depois da escola, das escolhas necessárias e começa levantar algumas problemáticas para o relacionameneto dos dois como o relacionamento a distância, as amizades, as escolhas do futuro, primeira vez e tudo mais.


Nesse volume também conhecemos mais sobre a irmã do Charlie - Tori e vemos ela se abrindo e falando coisas pessoais sobre que vão fazer muito sentido com os outros livros da autora, mas também mais a construção que ela teve nos outros volumes.

Por falar nisso, essa foi a melhor coisa do livro, a constrção que teve até ele. Foi incrível ver um relacionamento que começou e se mantém de um jeito muito bonito, com parceria, com fleter e com maturidade de ver que os dois gostam de coisas diferentes e tá tudo bem. 
Estou muito ansiosa para o sexto volume e ler os demais do Osemanverso
Aproveitando segue a lista de leitura coloquei um ✓ no que já li, comenta aqui em embaixo o que já leu também. 

  1. heartstopper - vol 1 ✓
  2. heartstopper - vol 2✓
  3. heartstopper - vol 3✓
  4. heartstopper - vol 4✓
  5. Este Inverno
  6. Um ano Solitário 
  7. heartstopper - vol 5 ✓
  8. Nick e Charlie: uma novela de Heartstopper
  9. Sem amor 
  10. Rádio Silêncio 
  11. Hearstopper para colorir
  12. Almanaque Heartstopper
  13. Eu nasci para isso 

8 de fev. de 2024

Sonhos se realizam por aqui!

 Esse é um post que eu nunca imaginei ao mesmo tempo que sempre quis fazer por aqui e por todas as redes sociais...

 Desde que criei o meu primeiro blog, lá em 2011, eu sempre falei de livros. Livros mudaram a minha vida, como a maior parte das pessoas que lê, nunca é só um livro. As páginas viram as nossas amigas, nossas confidentes, aprendemos coisas novas e nos encontramos dentro dessas páginas sempre tive um sonho: fazer uma parceria com uma editora. E finalmente aconteceu! 

É muito feliz que eu informo pra vocês que: 


Sou parceira da companhia das letras!!!! 
Eu já chorei, já sorri, já pensei em tantas coisas, mas queria agradecer muito a editora companhia das letras pela confiança e que venha muita coisa incrível por ai!


Siga em frente - um livro de criatividade e sentimentos sobre a vida na internet

Esses dias - perto do aniversário do bookgram- eu vi uma menina com um reel simples comemorando que o instagram dela estava completando 3 anos e ela nunca tinha tentado ser uma influencer e isso alugou um triplex na minha cabeça. 

 Quando comecei o blog ainda tinha muito daquela história de criar uma página por motivo nenhum e ver ela fazendo sucesso, mas hoje em dia sinto que a maior parte das contas já é criada com  o propósito de ser alguma coisa, de crescer e de chegar em algum lugar. E tudo bem, sabe? Mas tenho pensado muito sobre o que tudo isso significa para mim. e acho que eventualmente todo mundo que cria alguma coisa na internet vai pensar nisso... O sonho de fazer parcerias com editoras (no meu caso), a pressão por querer mais números para ser notada, a produção de conteúdo só para gerar visualização, a pressão para ler aquilo que tá todo mundo falando, são coisas que as vezes não vemos as pessoas falando, mas eu sei e você sabe, está lá. 

Foi nesse contexto que o livro Siga em frente do Austin Kleon chegou e abalou todas as estruturas que já estavam balançadas. Autor de "Roube como um artista" e "Mostre o seu trabalho" chega com uma versão de " E agora? o que fazemos com tudo isso?" que me fez ficar completamente embasbacada e querer marcar tudo. 

 Nesse livro Austin fala do processo criativo de uma maneira diferente. Ele fala como um artista que descobriu que criar arte tem desafios mesmo depois que você já um artista E alias ele propõem focar no verbo e não no substantivo. Fazer arte. Escrever, desenhar, pintar antes de ser escritor, desenhista ou pintor. Criar uma rotina par que seu trabalho flua, não para seguir regras que mais temos por ai, mas para você saber para onde está indo. Ele fala sobe criar um diário para rastrear a sua arte, sobre como criar arte de uma maneira saudável de forma geral. 


E o que mais me chamou atenção mesmo
é o que ele fala sobre o mercado e como só produzir arte por conta do dinheiro é nocivo. 

"Somos treinados a elogiar nossos amigos com termos de mercado. No minuto em que alguém mostra talento para qualquer coisa, sugerimos que se torne uma profissão. É nosso melhor elogio: dizer a alguém que é tão bom no que ama fazer que poderia ganhar dinheiro com isso.
Antes, tínhamos hobbies; agora temos "bicos". Conforme a economia piora, as redes de segurança se rompem e os trabalhos estáveis desaparecem, as atividades de tempo livre que nos acalmavam e distraíam do trabalho e davam mais sentido à vida agora nos são apresentadas como fontes de renda em potencial, ou alternativas para um emprego tradicional."

Estamos exaustos, sabe? 

Eu me sinto exausta de produzir conteúdo para um coisa que deveria ser uma diversão pra mim, e não me entenda mal, o bookgram do jeito que ele é me ajudou muito quando eu precisava focar em outra coisa, mas o problema é que começa a fica pesado e desistimos. Chegamos ao um ponto que temos mais um trabalho. E é aquilo: trabalhar com o que se ama é o melhor jeito de odiar essa coisa. 





Austin fala sobre tentarmos fazer as coisas e não divulgar para todo mundo, ou fazer porque você quer, por prazer para que volte ser a ser um hobby, se guardar- nem que seja uma partezinha -do mercado. Se guadar dos números e como eles estão nos fazendo mal. 


Dinheiro não é a única medida que pode corromper a prática criativa. Digitalizar o trabalho e compartilhá-lo na internet significa sujeitá-lo ao mundo da métrica online: visitas, curtidas, favoritos, compartilhamentos, tuites, blogs, seguidores, muito mais.

É fácil se vidrar tanto na métrica online quanto no dinheiro. É tentador usar esses dados para decidir no que trabalhar, sem considerar a superficialidade da métrica em si. A classificação da Amazon não diz se alguém leu seu livro duas vezes e amou tanto que emprestou para os amigos. Curtidas do Instagram não dizem se alguém pensou numa imagem pelo mês todo. Contagens de visualização não são iguais aos seres humanos que aparecem para dançar numa apresentação ao vivo.


E isso me fez lembrar da menina que nunca tentou virar influencer ela só queria compartilhar as leituras, postar fotos bonitas, e se divertir. Quanto disso faz parte da nossa vivência? Da minha bem pouco. Sinto falta dos blogs, de ler newsletter, do conteúdo que é produzido devagar, que é pensado e vem do coração. Eu sinto falta de escrever por hobby e sem a pressão de ter que entregar algo não só para pessoas, mas para algoritmo.  De poder ser ruim em uma coisa ou melhor: não querer ser boa o tempo todo.

As redes sociais nos transformaram todos em políticos. Em marcas.Todo mundo é uma marca agora e a pior coisa do mundo é ser inconsistente.Só que ser consistente com a marca implica em ter 100% de certeza de quem é e do que faz, sendo que certeza, na arte e na vida, não só é totalmente supervalorizada, como também bloqueia a descoberta.


O livro todo em si é muuito bom, todos os caminhos que eles percorrem e sobe arte que podem ser as mais diversas possíveis. Ele foi um respiro de "olha acho que não tá todo mundo doido sobre isso, tem gente que tá se sentindo como eu" um sobre de consciência de uma maneira bem divertida e leve. Precisava olhar para as coisas que eu produzo de uma forma diferente. Estar na internet hoje exige cada vez mais nossa atenção, nossos interesses, nossos hobbys nossas almas. Poder dar uma pausa e pensr sobre quais caminhos se quer seguir de maneira simples e clara é quase como soltar a respiração que se está segurando. 

E ai? Vamos criar mais arte por hobby?


Nota:5/5 - MARAVILHOSO! 


22 de jan. de 2024

Lore Olympus: um Olimpo que você nunca viu

lateral da capa de Lores Olympus 1 - em inglês


Que eu sou apaixonada por histórias que falam dos deuses do Olimpo não é novidade, certo? Mas quando você tem uma graphic novel que conta de uma forma complexa, cheia de camadas com um estilo bem contemporâneo  história que sempre pareceu meio misteriosa e sombria de dois deuses do Olimpo com as tropes que a gente mais ama, fica impossível não se apaixonar!

 Lore Olympus - histórias do Olimpo conta a história de amor de Hades e Perséfone de um jeito muito diferente do que ouvimos. Sabe aquela versão de que  Hades a obriga a jovem deusa Perséfone ficar com ele no mundo sombrio e escuro nada a ver com a deusa da primavera e da fertilidade? Não é bem assim por aqui. Em um versão onde os deuses são quase como empresários (pelo menos os 3 grandes) Hades é um charmosos proprietaio do submundo e Perséfone é uma jovem deusa indo pra faculdade e que se conhecem numa festa dada por Hera. E entre muitas confusões acabam se conhecendo mais de perto deixando brotar algo entre eles. Mas as coisas não são tão simples. Com muita gente focada em afastá-los temos camadas de personagens, assuntos fortes que podem ser gatilhos ( como violência sexual) com ciumes e inveja e é claro: muita fofoca.

 A autora leva a história a um rumo que nos deixa sem fôlego e os desenhos são lindos e seguem uma paleta de cores impecável! 


E sim, é um esquema de pirâmide! 

O livro um termina já te dando um vontade louca de ler o 2 e assim por diante. Atualmente eu só li os dois primeiros e preciso demais ler os outros! A boa noticia é que se você souber inglês pode ler gratuitamente e legalmente no site webtoon.

Nota:5/5 

Você já leu? O que achou ?










17 de jan. de 2024

Opinião: Vermelho, Branco e Sangue Azul

           
Tem livros que são lentos e com capítulos logos e você precisa procurar motivos para ler e temos vermelho branco e sangue azul que tem capítulos logos, história lenta e muitos motivos para ler

AVISO: essa resenha contém spoilers do livro e do filme 

Tô numa vibe atualmente de ler livros antes de ver o filme ou a série, por que agora estamos numa vibe de adaptações muito boas e muito fieis e eu preciso entender o livro primeiro. Por isso fiz a leitura coletiva no instagram com duas amigas para ler esse romance que era um dos livros que  deveria ter lido em 2022 e o filme já estava na portinha. 

E primeira impressão? Devagar. 

Eu particularmente gosto de leituras mais rápidas, em que eu não precise passa tanto tempo em um único capítulo porque isso interfere diretamente na minha leitura. Parece que um capítulo que acontece muita coisa - como é o caso do livro - me deixa sem saber onde houve uma divisão ou porque teve uma divisão naquela parte. Mas mesmo assim continuei a leitura e para mim houve uma das coisas mais legais que eu já vi nos livros: Pessoas de 20 poucos anos que parecem ter 20 poucos anos.

O livro é um new adult - um dos primeiros que para mim não vem taxado só como sexo, mas com um monte de duvidas de quem se é e o que se quer fazer da vida. Sobre conhece pessoas, mas as vezes ainda se sentir muito novo diante de situações que você supostamente deveria ser maduro. Fora as piadas, os amigos (ou não amigos) você compreende situações de um jeito diferente. A parte do se apaixonar devagar e pelos motivos certos que acontecem entre os meninos me conquistou demais - ainda mais quando eles estão sendo muito nerds sobre os assuntos que amam.





O filme me deixou triste, apesar de ser extremamente igual visualmente, pelo fato de não ter a construção real de um relacionamento que não é apenas sobre meninos em lugares de poder se apaixonando, mas também por existir em um lugar do mundo que não era permitido para você e ter alguém que te entende e passa exatamente  a mesma coisa que você. 

As minhas personagens favoritas foram as mulheres que botam ordem na vida do Alex. O jeito delas de serem fortes ao mesmo tempo firmes e protetoras quando necessário foi maravilhoso!

O livro é muito incrível, devagar, mas uma história bem contada que e pegou mais pelas famílias e pelos personagens do que pela história em si. 

Gostei? Sim! Valeria  hype para mim? sim.

Nota: 5/5 ⭐ 

As 5 coisas que eu aprendi em um ano tentando fazer um bookgram dar certo

 


 No dia 14 de Janeiro o sofe.books fez um ano de vida e eu vou contar em 5 tópicos o que eu aprendi nesse tempo:

  • Crescer é um processo-Eu comecei a ter blogs muito cedo - lá pelo 13 anos- e eu sempre sempre quis crescer, ter parcerias, conhecer pessoas e ir em eventos e eu achava que o blog ia ser a minha porta de entrada para isso e confesso que até cheguei achar que o bookgram poderia também, mas sendo sincera, ele é, mas ás vezes não é como imaginamos e ta tudo bem. O que não dá é surtar e ficar só querendo crescer pelos números,  porque você perde a melhor parte de tudo isso:  a leitura, os amigos que você pode fazer, a oportunidade de fazer as coisas do seu jeito. 
  • Você pode descobrir mais sobre você - quando eu comecei o bookgram eu tinha uma ideia do que queria e hoje em dia eu já tenho outra, sobre o que eu acho legal e o que eu não acho, sobre os conteúdos que a gente sabe que é de verdade e os que fazemos para os números crescerem e etc. Você descobre coisas boas sobre você e coisas não tão boas também e isso é muito legal. 

  • Há diferenças entre consumir mais bookgram para ler mais ou para comprar mais.  - Vivemos numa sociedade capitalista, comprar é muito gostoso, mas ler também é e as vezes esquecemos do prazer de ler. Vejo muita gente dando dicas de que é legal seguir mais perfils que falam de livros para ler mais, mas muitas vezes, eu me vi comprando muito e lendo quase nada seguindo a mesma dica (e ainda estou tentando mudar isso), então cuidado.

  • Você lê porque você gosta ou porque tem uma meta a bater? O final do ano chega sempre para deixar todo mundo mal com a quantidade de livros que não leu.... Eu confesso, eu fiquei assim também. E pior: as vezes eu leio coisas só para ter mais lidos no mês, e não porque eu realmente quero ler esse livro. (lembra do autoconhecimento?). Mas não me entenda mal, metas são legais, quando você tem um objetivo as coisas se tornam mais específicas, só não devemos confundir.

  • Ter um bookgram é muito legal!  Eu comecei o bookgram porque eu queria focar em coisas que me fizessem bem porque sabia que meu ano teria muitos desafios e vou ser sincera, muitas vezes foi focar aqui que me deu eu precisava. Foi incrível começar esse projeto e com certeza vai ser bem mais incrível continuar ele. 
Obrigada por acompanhar essa jornada! Que venham mais anos e mais coisas incríveis.