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17 de fev. de 2025

Resenha: Nós que estamos aqui agora

 


Assim que vi que o autor de “o mundo de sofia” estrearia com um novo livro apressei em colocar na lista de leituras. Em “nós que estamos aqui agora” Jostein Gardeen deixa claro que é uma carta aberta a seus netos, mas também como um apelo que gostaria de fazer a todas as pessoas. Dá para sentir o tom nostálgico e um “envelhecer - e - se - dar- conta- disso” por parte do autor.

No livro acompanhamos algumas histórias onde ele nos conta sobre coisas do passado, dos sonhos, do futuro, das possibilidades e não possibilidades com uma linguagem ao mesmo tempo que fácil filosófica. E nos deixa um grande pedido: Precisamos olhar mais para nosso planeta como uma fonte de vida da qual fazemos parte e com a qual fomos incumidos de cuidar. Seremos cidadãos desse lugar mesmo quando não estivermos mais aqui.

É um livro necessário, curto na sua extensão e grande em seu propósito. Que é necessário a quaquer um que queira se propor a uma nova filosofia de vida.







22 de abr. de 2024

Precisamos falar sobre o lado tóxico - crescente - do bookgram

 Olá *aceno*

fonte: pinterest 


Faz um tempinho que venho agoniada com o instagram e com as coisas que tem nele. No geral, é a mesma ladainha de sempre, porque eu tenho ciência que é um dos meus maiores vícios, mas tem em sufocado. 

 Um dos problema do instagram é ser um catalizador de consumismo, de sempre mostar para os outros coisas que muitas vezes não são verdade, e como andamos com pressa de tudo. E como cada vez mais tem mais gente fazendo exatamente a mesma coisa que todas as outras pessoas. No fim, toda essa pressa, essa ânsia, esse mais do mesmo é extremamente exaustivo. 

Essa agonia vem crescendo dentro de mim e mais do que nunca eu quero sair e não voltar a trás e cada vez mais eu me vejo presa em suas garras e repetindo esses ciclos infinitos, porque só assim você consegue mais numerozinhos, só assim você consegue ter o seu valor provado e atenção de quem te interessa. E esse é o maior valor - e cada vez mais díficil de atingir - a atenção. 

Eu sinto a minha atenção ficando cada vez mais fragmentada e quando eu acho que é impressão minha eu olho pro lado e vejo que é geral. 

O que era legal antes começar uma série nova e maratonar ela, agora é motivo de critica  "ah eu gostei do livro, mas é um esquema de pirâ+mide" "não aguento mais livros que tem 8 livros na série" ao mesmo tempo em que vemos sempre mais vídeos de unboxing, mas videos de compras e menso livros de lidos (e quando são lidos, é quase uma competição quem lê mais).

Percebo que tudo isso vai se infiltrando em nós. Eu como pordutora de conteúdo e que sempre amou falar de livros me pego agoniada em ler um livro quando não tenho tempo, porque netsou muito tempo com ele e isso me irrita, vejo que as vezes mesmo que eu ame uma música que fez sucesso no instagram eu começo a desta-lá depois de ouvir em 22145696320 reels. Vejo que não tenho mais paciência de ver videos com mais de 1 mim. Vejo que coneúdos que me chamam mais atenção são de comprar e me vejo querendo deixar meu quarto e minhas "marcações" mais aesthetic só porque os conteúdos me mostram livros todos rabiscados como lindos. E pagar caro em livros que as vezes eu nem quero tanto porque está todo mundo falando sobre. Eu sou essa pessoa e eu preciso admitir isso. E ao mesmo tempo eu estou exausta de tudo isso!

Sinto falta de ter uma "slow life" de ler ser um prazer na minha vida e não uma obrigação, de ter um momento calmo, de ter um momento de paz e não de fingir ter quando algo profundo dentro da minha mente me incomoda sobre. 

Precisamos falar mais sobre esse lado. E precisamos refletir. Eu preciso principalmente e você vão me ouvir falar sobre. 

Qual a sua opinião sobre? Vamos conversar?

8 de fev. de 2024

Siga em frente - um livro de criatividade e sentimentos sobre a vida na internet

Esses dias - perto do aniversário do bookgram- eu vi uma menina com um reel simples comemorando que o instagram dela estava completando 3 anos e ela nunca tinha tentado ser uma influencer e isso alugou um triplex na minha cabeça. 

 Quando comecei o blog ainda tinha muito daquela história de criar uma página por motivo nenhum e ver ela fazendo sucesso, mas hoje em dia sinto que a maior parte das contas já é criada com  o propósito de ser alguma coisa, de crescer e de chegar em algum lugar. E tudo bem, sabe? Mas tenho pensado muito sobre o que tudo isso significa para mim. e acho que eventualmente todo mundo que cria alguma coisa na internet vai pensar nisso... O sonho de fazer parcerias com editoras (no meu caso), a pressão por querer mais números para ser notada, a produção de conteúdo só para gerar visualização, a pressão para ler aquilo que tá todo mundo falando, são coisas que as vezes não vemos as pessoas falando, mas eu sei e você sabe, está lá. 

Foi nesse contexto que o livro Siga em frente do Austin Kleon chegou e abalou todas as estruturas que já estavam balançadas. Autor de "Roube como um artista" e "Mostre o seu trabalho" chega com uma versão de " E agora? o que fazemos com tudo isso?" que me fez ficar completamente embasbacada e querer marcar tudo. 

 Nesse livro Austin fala do processo criativo de uma maneira diferente. Ele fala como um artista que descobriu que criar arte tem desafios mesmo depois que você já um artista E alias ele propõem focar no verbo e não no substantivo. Fazer arte. Escrever, desenhar, pintar antes de ser escritor, desenhista ou pintor. Criar uma rotina par que seu trabalho flua, não para seguir regras que mais temos por ai, mas para você saber para onde está indo. Ele fala sobe criar um diário para rastrear a sua arte, sobre como criar arte de uma maneira saudável de forma geral. 


E o que mais me chamou atenção mesmo
é o que ele fala sobre o mercado e como só produzir arte por conta do dinheiro é nocivo. 

"Somos treinados a elogiar nossos amigos com termos de mercado. No minuto em que alguém mostra talento para qualquer coisa, sugerimos que se torne uma profissão. É nosso melhor elogio: dizer a alguém que é tão bom no que ama fazer que poderia ganhar dinheiro com isso.
Antes, tínhamos hobbies; agora temos "bicos". Conforme a economia piora, as redes de segurança se rompem e os trabalhos estáveis desaparecem, as atividades de tempo livre que nos acalmavam e distraíam do trabalho e davam mais sentido à vida agora nos são apresentadas como fontes de renda em potencial, ou alternativas para um emprego tradicional."

Estamos exaustos, sabe? 

Eu me sinto exausta de produzir conteúdo para um coisa que deveria ser uma diversão pra mim, e não me entenda mal, o bookgram do jeito que ele é me ajudou muito quando eu precisava focar em outra coisa, mas o problema é que começa a fica pesado e desistimos. Chegamos ao um ponto que temos mais um trabalho. E é aquilo: trabalhar com o que se ama é o melhor jeito de odiar essa coisa. 





Austin fala sobre tentarmos fazer as coisas e não divulgar para todo mundo, ou fazer porque você quer, por prazer para que volte ser a ser um hobby, se guardar- nem que seja uma partezinha -do mercado. Se guadar dos números e como eles estão nos fazendo mal. 


Dinheiro não é a única medida que pode corromper a prática criativa. Digitalizar o trabalho e compartilhá-lo na internet significa sujeitá-lo ao mundo da métrica online: visitas, curtidas, favoritos, compartilhamentos, tuites, blogs, seguidores, muito mais.

É fácil se vidrar tanto na métrica online quanto no dinheiro. É tentador usar esses dados para decidir no que trabalhar, sem considerar a superficialidade da métrica em si. A classificação da Amazon não diz se alguém leu seu livro duas vezes e amou tanto que emprestou para os amigos. Curtidas do Instagram não dizem se alguém pensou numa imagem pelo mês todo. Contagens de visualização não são iguais aos seres humanos que aparecem para dançar numa apresentação ao vivo.


E isso me fez lembrar da menina que nunca tentou virar influencer ela só queria compartilhar as leituras, postar fotos bonitas, e se divertir. Quanto disso faz parte da nossa vivência? Da minha bem pouco. Sinto falta dos blogs, de ler newsletter, do conteúdo que é produzido devagar, que é pensado e vem do coração. Eu sinto falta de escrever por hobby e sem a pressão de ter que entregar algo não só para pessoas, mas para algoritmo.  De poder ser ruim em uma coisa ou melhor: não querer ser boa o tempo todo.

As redes sociais nos transformaram todos em políticos. Em marcas.Todo mundo é uma marca agora e a pior coisa do mundo é ser inconsistente.Só que ser consistente com a marca implica em ter 100% de certeza de quem é e do que faz, sendo que certeza, na arte e na vida, não só é totalmente supervalorizada, como também bloqueia a descoberta.


O livro todo em si é muuito bom, todos os caminhos que eles percorrem e sobe arte que podem ser as mais diversas possíveis. Ele foi um respiro de "olha acho que não tá todo mundo doido sobre isso, tem gente que tá se sentindo como eu" um sobre de consciência de uma maneira bem divertida e leve. Precisava olhar para as coisas que eu produzo de uma forma diferente. Estar na internet hoje exige cada vez mais nossa atenção, nossos interesses, nossos hobbys nossas almas. Poder dar uma pausa e pensr sobre quais caminhos se quer seguir de maneira simples e clara é quase como soltar a respiração que se está segurando. 

E ai? Vamos criar mais arte por hobby?


Nota:5/5 - MARAVILHOSO! 


17 de jan. de 2024

As 5 coisas que eu aprendi em um ano tentando fazer um bookgram dar certo

 


 No dia 14 de Janeiro o sofe.books fez um ano de vida e eu vou contar em 5 tópicos o que eu aprendi nesse tempo:

  • Crescer é um processo-Eu comecei a ter blogs muito cedo - lá pelo 13 anos- e eu sempre sempre quis crescer, ter parcerias, conhecer pessoas e ir em eventos e eu achava que o blog ia ser a minha porta de entrada para isso e confesso que até cheguei achar que o bookgram poderia também, mas sendo sincera, ele é, mas ás vezes não é como imaginamos e ta tudo bem. O que não dá é surtar e ficar só querendo crescer pelos números,  porque você perde a melhor parte de tudo isso:  a leitura, os amigos que você pode fazer, a oportunidade de fazer as coisas do seu jeito. 
  • Você pode descobrir mais sobre você - quando eu comecei o bookgram eu tinha uma ideia do que queria e hoje em dia eu já tenho outra, sobre o que eu acho legal e o que eu não acho, sobre os conteúdos que a gente sabe que é de verdade e os que fazemos para os números crescerem e etc. Você descobre coisas boas sobre você e coisas não tão boas também e isso é muito legal. 

  • Há diferenças entre consumir mais bookgram para ler mais ou para comprar mais.  - Vivemos numa sociedade capitalista, comprar é muito gostoso, mas ler também é e as vezes esquecemos do prazer de ler. Vejo muita gente dando dicas de que é legal seguir mais perfils que falam de livros para ler mais, mas muitas vezes, eu me vi comprando muito e lendo quase nada seguindo a mesma dica (e ainda estou tentando mudar isso), então cuidado.

  • Você lê porque você gosta ou porque tem uma meta a bater? O final do ano chega sempre para deixar todo mundo mal com a quantidade de livros que não leu.... Eu confesso, eu fiquei assim também. E pior: as vezes eu leio coisas só para ter mais lidos no mês, e não porque eu realmente quero ler esse livro. (lembra do autoconhecimento?). Mas não me entenda mal, metas são legais, quando você tem um objetivo as coisas se tornam mais específicas, só não devemos confundir.

  • Ter um bookgram é muito legal!  Eu comecei o bookgram porque eu queria focar em coisas que me fizessem bem porque sabia que meu ano teria muitos desafios e vou ser sincera, muitas vezes foi focar aqui que me deu eu precisava. Foi incrível começar esse projeto e com certeza vai ser bem mais incrível continuar ele. 
Obrigada por acompanhar essa jornada! Que venham mais anos e mais coisas incríveis. 

5 de fev. de 2023

As mulheres de Daisy Jones and The Six

   


A minha quarta leitura do ano foi "Daisy Jones and the Six" um livro escrito em formato de entrevista e vai se desenrolando em personagens contando a história da banda que tiveram nos anos 70 e como foi o caminho da ascensão e da queda. Um livro muito bem escrito, com personagens reais que te pegam pelo tom real colocando você naquelas situações. Um livro ótimo que vai sair como série agora em março. 

Mas o que eu quero falar nesse post são das mulheres. Muitas mulheres são citadas, mas a maior parte pelos personagens masculinos que estavam transando com elas e são apenas mencionadas, mas temos 4 que são cruciais para o desenrolar da história: Daisy, Camila, Karen e Simone.  

 *atenção esse texto tem spoilers*
Eu não tinha absolutamente nenhum interesse em ser a musa de outra pessoa. Eu não sou uma musa. Eu sou uma pessoa. Fim da porra da história.”

Daisy é a primeira a ser apresentada. Rica e bonita não parece ter nenhum problema na vida, execeto que os pais estão cagando e andando para ela e isso é uma das coisas que faz com que ela comece a frequentar bares e usar drogas - o que no começo é só para entrar na onda. A primeira amiga de verdade de Daisy é uma pessoa que ela mora por um tempo Simone. Sempre preocupada e no meio da música Simone é quase a unica mensão de familia - ou o mais perto disso - de Daisy e quase todos os momentso que ela aparece é para exaltar a amiga e salvá-la das situações em que ela se encontra. É para quem Daisy sempre liga quando se sente sozinha  e vemos que ela se sente realmente triste e angustiada em ver sua amiga jogando a vida fora com as drogas, mas a deixa voar - e sempre sabendo que ela vai voltar.

Temos Karen a tecladista da banda The Six e Camila que são as persoangens apresentadas logo a seguir. 

Karen é talentosa e querendo seguir um sonho em um mundo musical predominantemente masculino. Entra pro The Six e fica feliz dos meninos a respeitarem, mas já causando a paixonite de Graham. Em determinado momento da história acaba ficando com ele algumas vezes e ele se vê criando uma familia com ela - o que ela não quer - e após ficar gravida faz um aborto e tudo termina entre os dois. 

E Camila, aquela que causa criticas e divide opiniões, que é a namorada de Billy e a mulher com quem ele se casa. Billy que é descrito como a fonte de desejo da maior parte das mulheres pelo seu charme e beleza trai Camila na primera parte do livro, logo após o casamento deles e da descoberta e da primeira gravides, entrando em um looping de drogas e bebidas. Camila o pega numa cena com mulheres e drogas e lhe dá um periodo, ele enfia o pé na jaca mais uma vez e nem vê a primeria filha nascer, mas com ajuda de seu produtor se interna em uma clinica de reabilitação. 

Camila passa por toda essa fase com ele e se vê fazendo uma díficil escolha - mas o perdoa e segue junto. Quando Daisy aparece e se apaixona por seu marido ela vê tudo se desenrolando, mas permanece defendendo a sua familia. 


No geral eu gostei muito, queria ouvir as músicas e sentir tudo aquilo que estava sendo exposto. Mas o que me levou a ler esse livro até o final foram as mulheres. Cada uma delas te conduz a muitos dilemas em que vivemos.

 Daisy te mostra perdida, tendo tudo e sentindo falta daquilo que não é seu. Creio que em algum momentos todos vão se ver nessa posição. E ainda mostra a problemática das drogas - que em muitos momentos me deixou agoniada -  de estar com pessoas do seu lado que não necessáriamente estão com você ou que só te levam mais para baixo. 

 Karen uma mulher que teve que lutar muito pelo seu sonho e não sai da minha cabeça a parte que se tivesse na prosição de Graham talvez quisesse ter filhos mostrando o impacto de uma criança na vida que ela planejou para si, e que ninguém ia mudar as coisas por ela, porque ela teria que mudar?  Karen que apoia Daisy porque Daysi é muito mais do que só uma mulher numa banda, ela dava opiniões e tinha poder e isso importava e muito. 

E o que mais me impactou foi  o amor da Camila. O amor ao perdoar Billy porque tinha fé nele, o jeito que ela era peça chave na banda, sendo parte de todas as musicas, mas também com sua presença, com a forma que ela sempre compreendia. Ter ido na clínica com Karen, mesmo não sendo uma escolha que ela faria e principalmente a forma como ela falou com Daisy. Eu sei que muita gente pode julgar ela - e estou com medo de como isso pode ser abordado na série - mas eu sinto que ela era uma pessoa que protegia as pessoas que amava, que amava a propria vida e que foi um pilar firme para Billy. Isso foi certo com ela? Não sei dizer, mas ela lutou pelo o que queria e ajudou todos a sua volta de uma maneira gentil. Quando ela aparecia na história eu conseguia até sentir paz porque sabia que ela teria um impacto, mas que ela dava força para as outras pessoas. 

 No fim, cada uma da sua maneira, elas me levaram mais longe e me fizeram refletir sobre descobrir qual o meu caminho e como seguir até lá com os julgamentos, mas acima de tudo com amor. Amor de amizade ou com a familia que formamos.

E isso é lindo. 

Adorei a leitura  espero poder ler mais coisas da autora e ver ela levantando essas questões sultimente com personagens vivas e fortes. Ansiosa pela serie. 



“E, não importa onde a gente esteja, ou que horas sejam, o mundo está no escuro e nós somos duas luzes piscando. Na mesma sintonia. Nenhuma das duas piscando sozinha”.

29 de jan. de 2023

As primeiras leituras do ano e a competição literaria

 Olá *aceno*

Na minha última news eu estava muito empolgada com o desafio literário que entrei, ele é do blog Momentum saga, e consiste em 12 tópicos que você pode preencher com qualquer livro - que corresponda as indicações. Eu coloquei os livros que pretendia ler, e achei muito maneiro que em tese seria um livro por mês, o que é uma meta realista. 

Eu comecei lendo "as vantagens de ser invisível" que é um dos meus livros favoritos da vida e fala muito sobre a nossa vontade de pertencer, sobre crescer, sobre traumas (que parece que eu entendi muito melhor nessa terceira leitura), sobre as pessoas, quem elas são, quem elas querem parecer ser e tudo isso me fez pensar um pouco sobre a velocidade que eu queria ler esse livro. 

Quando entrei no desafio já estava preparada para não me cobrar demais, "okay não ler 30 livros por ano, mesmo que tenham pessoas que lêem 100" "12 é um bom  número, ta suave", mas na realidade eu queria ler rápido, eu queria ter terminado o livro em um dia, como a primeira vez que o li. Isso aconteceu com o último do ano que eu achei que estava lendo super rápido porque li em uma semana e uma aluna minha veio toda empolgada falando que leu em uma sentada. E isso acontece a cada vez que vejo pessoas falando de livros no instagram, porque elas  fazem isso muito rápido e de certa forma parece que não estamos participando de alguma coisa. 

 A leitura como um todo na internet parece uma competição e na maioria das vezes, eu admito, entro na pilha. Mas ai eu me pergunto e ler mais para que mesmo? Comprar mais livro pra que mesmo? 

*pausa para uma reflexão em que eu me vi fazendo várias dessas coisas e não pensando a respeito*

comparação destroí a personalidade

Okay, eu sei que o capitalismo faz isso com todas as pessoas, que os livros de unboxing são os mais vistos, mas a questão é: até onde vamos deixar isso virar uma cobrança? 

 Ando pensando nessas coisas um tempinho, foi um dos motivos que eu queria voltar até blog, fazer as coisas com calma. Ler com calma, escrever com calma, postar com calma, ter calma nas minhas ideias. Porque tanta competição? Sério? Para que ler 100 livros por ano? Ou ler um livro por dia? Qual o intuito de ler? Penso nisso com mais frequência que gostaria, por que toda essa pressão de ler um livro para ter mais livros lidos acaba com a graça de ler por prazer, tira a graça de sentir cada emoção - ou não - do livro. De refletir o que realmente aqui livro causou em você e na sua vida ou só de deixar a cabeça descansar lendo um pouco. 

As coisas são muito rápidas - o que as vezes é maravilhoso - mas também é muita coisa para nossa cabecinha. Aprender a descansar é uma das coisas que eu mais falo para as pessoas ao meu redor e mais penso para mim mesma, fazer as coisas com calma, estar sereno por dentro parece ser tão difícil para a maioria de nós... E estamos cobrando as pessoas ao nosso redor o tempo todo na direção contraria, mas precisamos dar uma respirada. E parar de competir com tudo dos outros. É um exercício. Mas temos que práticar. 

para de criar competições que não existem 


 A internet é um lugar maravilhoso! Tem muita coisa que se a gente deixar é inspiração e não competição, que podemos fazer igual e não exite mais aquela coisa de ser inveja e tudo mais (e isso é muito legal) podemos criar coisas com base em coisas que outras pessoas já criaram. Podemos fazer isso com calma, sem deixar que a comparação nós tome. Vamos fazer da leitura um momento de paz e normalizar isso! 

Para finalizar recomendo a leitura de "As vantagens de ser invisível" e se ver de um lugar de uma pessoa que observa as outras e as vezes isso fala muito mais sobre você do que os outros de fato. As situações que passamos, nos colocamos e como interpretamos coisas que nós traumatizaram. É um livro lindo que eu com certeza vou fazer mais posts aqui. 

Por enqunato, é isso.

Até logo *aceno*

"E ninguém nunca diz até logo a menos que queira ver a pessoa novamente."- jonh green