27 de fev. de 2023

Resenha: A hipótese do Amor


 Imagine a seguinte situação: Você beija um cara aleatóriamente quando percebe que a sua amiga está vindo em sua direção - e você está apavorada porque falou que estaria em um encontro e não estudando para sua pesquisa contra o câncer de pancreas - só que você não tinha associado ainda que a pessoas que estava beijando era o professor mais chato e com fama de babaca do departamento de biologia. A fofoca se espalha e todo mundo sabe que vocês  estão namorando, mas tem um problema: vocês não estão. Mas a solução é fingir que sim, e você se vê namorando - de mentirinha- o Dr. Adam Carlsen. 



Tem livro que nos lembram como ler pode ser mágico e prazeroso. 

A hipótese do amor foi esse livro para mim.

  Olive, a nossa protagonitsta é uma personagem que ama o que faz, que ama os amigos e que se dedica muito nas pesquisas e nunca tinha imaginado se abrir para um experiência de amor. Já Adam é um prodigio em sua área, um dos melhores pesquisadores de todos, mas que não tem muito tato com os outros e é considerado um babaca hostil. Essa construção dos dois e a forma como foi escrito - sexy e bem humorado - com uma pitada de clichês foi o que me tirou de uma resseca literária que eu nem sabia que estava. Fazia muito tempo que eu não me sentia tão empolgada para ler um livro em qualquer momento que eu tivesse disponivel. 

Um romance que já te encanta por envolver cientistas, amigos que você gostaria de ter para poder dar risada e te lembrar que não está sozinho, e um romance que vai acontecendo aos poucos e vai cuminando em -  sinceraente - uma das melhores cenas de sexo que eu já li. 



A escrita de autora me supreendeu. Têm todo aquele preconceito com hippados no TikTok - e a minha prórpia experiência lendo outros favoritos da rede que eu não achei nem de longe tão bons - mas essa vibe meio fanfic com pessoas sexy e inteligente - e  mau humoradas - me conquistou demais. 

A leitura para mim foi leve e divertida, só fiquei com raiva da Olive algumas vezes, mas é o que rola em toda história que a persoangem é muito insegura e não consegue perceber ~coisas~. 

 Estou louca para ler outros livros da autora.


Bônus: Eu ouvi essa música do Shawn Mendes e MEU DEUS É OS DOIS TODINHOS!!

PS: Se você gostou do livro vamos por favor conversar sobre <3

Até logo 

Dani 

15 de fev. de 2023

A biblioteca da meia noite

 


Imagine a seguinte situação sua vida saiu do trilho e nada daquilo que você almejou na vida aconteceu ou você fez escolhas que te levaram a um lugar triste, que você não quer mais viver e resolve tirar a própria vida. Ao tomar essa escolha você vai parar em uma biblioteca que e sempre meia noite. 

Essa e a premissa do livro A biblioteca da Meia noite a nossa protagonista Nora não esta contente com a vida que ela escolheu e ao ser surpreendida pela noticia que seu gato morreu, que será desligada do seu emprego, e que não dará mais aulas de piano, que seu irmão não quer saber sobre ela.  Ela se vê sozinha, sem perspectiva e não quer mais viver e ao tentar um suicídio ela vai parar na Biblioteca da Meia Noite um lugar em que cada livro  e uma vida que ela tomou escolhas diferentes e viveu de forma diferente acompanhada pela bibliotecária da sua antiga escola -  uma forma de entender o multiverso - ela passar por varias vidas com a orientação de que quando ela estivesse feliz mesmo poderia ficar naquela vida. 

 O livro em si não e muito rápido, o que muitas pessoas podem encarrar como arrastado, para mim foi a visão de que tem certos aprendizados que precisam ser aprendidos a ‘ vida precisa ser vivida’.  Cada historia dela você pensa na forma que a sua vida poderia ter mudado e cada caminho que você tomou. Pelo mesmo motivo  o livro só fez sentido no final  quando as pontas começaram a encaixar e a mensagem de esperança começou a pegar mais forte. 



Eu realmente achei que era um livro muito melhor do que era. Tiveram personagens que não fizeram muito sentido no livro e acho que o sabemos sobre a Nora acaba muito superficial o que não me fez sentir muito quando as coisas acontecem com ela ou para ela.  

No geral eu gostei da leitura, mas senti que li mais para chegar nessa parte que as coisas melhoram do que uma leitura que foi agradável. Ao mesmo tempo vejo que tem pessoas que adoram e favorita esse livro - mas senti que faltou esse fator de você sentir o que o personagem esta sentindo e se conectar mais com a historia em si. 


Notas: 3,5 


5 de fev. de 2023

As mulheres de Daisy Jones and The Six

   


A minha quarta leitura do ano foi "Daisy Jones and the Six" um livro escrito em formato de entrevista e vai se desenrolando em personagens contando a história da banda que tiveram nos anos 70 e como foi o caminho da ascensão e da queda. Um livro muito bem escrito, com personagens reais que te pegam pelo tom real colocando você naquelas situações. Um livro ótimo que vai sair como série agora em março. 

Mas o que eu quero falar nesse post são das mulheres. Muitas mulheres são citadas, mas a maior parte pelos personagens masculinos que estavam transando com elas e são apenas mencionadas, mas temos 4 que são cruciais para o desenrolar da história: Daisy, Camila, Karen e Simone.  

 *atenção esse texto tem spoilers*
Eu não tinha absolutamente nenhum interesse em ser a musa de outra pessoa. Eu não sou uma musa. Eu sou uma pessoa. Fim da porra da história.”

Daisy é a primeira a ser apresentada. Rica e bonita não parece ter nenhum problema na vida, execeto que os pais estão cagando e andando para ela e isso é uma das coisas que faz com que ela comece a frequentar bares e usar drogas - o que no começo é só para entrar na onda. A primeira amiga de verdade de Daisy é uma pessoa que ela mora por um tempo Simone. Sempre preocupada e no meio da música Simone é quase a unica mensão de familia - ou o mais perto disso - de Daisy e quase todos os momentso que ela aparece é para exaltar a amiga e salvá-la das situações em que ela se encontra. É para quem Daisy sempre liga quando se sente sozinha  e vemos que ela se sente realmente triste e angustiada em ver sua amiga jogando a vida fora com as drogas, mas a deixa voar - e sempre sabendo que ela vai voltar.

Temos Karen a tecladista da banda The Six e Camila que são as persoangens apresentadas logo a seguir. 

Karen é talentosa e querendo seguir um sonho em um mundo musical predominantemente masculino. Entra pro The Six e fica feliz dos meninos a respeitarem, mas já causando a paixonite de Graham. Em determinado momento da história acaba ficando com ele algumas vezes e ele se vê criando uma familia com ela - o que ela não quer - e após ficar gravida faz um aborto e tudo termina entre os dois. 

E Camila, aquela que causa criticas e divide opiniões, que é a namorada de Billy e a mulher com quem ele se casa. Billy que é descrito como a fonte de desejo da maior parte das mulheres pelo seu charme e beleza trai Camila na primera parte do livro, logo após o casamento deles e da descoberta e da primeira gravides, entrando em um looping de drogas e bebidas. Camila o pega numa cena com mulheres e drogas e lhe dá um periodo, ele enfia o pé na jaca mais uma vez e nem vê a primeria filha nascer, mas com ajuda de seu produtor se interna em uma clinica de reabilitação. 

Camila passa por toda essa fase com ele e se vê fazendo uma díficil escolha - mas o perdoa e segue junto. Quando Daisy aparece e se apaixona por seu marido ela vê tudo se desenrolando, mas permanece defendendo a sua familia. 


No geral eu gostei muito, queria ouvir as músicas e sentir tudo aquilo que estava sendo exposto. Mas o que me levou a ler esse livro até o final foram as mulheres. Cada uma delas te conduz a muitos dilemas em que vivemos.

 Daisy te mostra perdida, tendo tudo e sentindo falta daquilo que não é seu. Creio que em algum momentos todos vão se ver nessa posição. E ainda mostra a problemática das drogas - que em muitos momentos me deixou agoniada -  de estar com pessoas do seu lado que não necessáriamente estão com você ou que só te levam mais para baixo. 

 Karen uma mulher que teve que lutar muito pelo seu sonho e não sai da minha cabeça a parte que se tivesse na prosição de Graham talvez quisesse ter filhos mostrando o impacto de uma criança na vida que ela planejou para si, e que ninguém ia mudar as coisas por ela, porque ela teria que mudar?  Karen que apoia Daisy porque Daysi é muito mais do que só uma mulher numa banda, ela dava opiniões e tinha poder e isso importava e muito. 

E o que mais me impactou foi  o amor da Camila. O amor ao perdoar Billy porque tinha fé nele, o jeito que ela era peça chave na banda, sendo parte de todas as musicas, mas também com sua presença, com a forma que ela sempre compreendia. Ter ido na clínica com Karen, mesmo não sendo uma escolha que ela faria e principalmente a forma como ela falou com Daisy. Eu sei que muita gente pode julgar ela - e estou com medo de como isso pode ser abordado na série - mas eu sinto que ela era uma pessoa que protegia as pessoas que amava, que amava a propria vida e que foi um pilar firme para Billy. Isso foi certo com ela? Não sei dizer, mas ela lutou pelo o que queria e ajudou todos a sua volta de uma maneira gentil. Quando ela aparecia na história eu conseguia até sentir paz porque sabia que ela teria um impacto, mas que ela dava força para as outras pessoas. 

 No fim, cada uma da sua maneira, elas me levaram mais longe e me fizeram refletir sobre descobrir qual o meu caminho e como seguir até lá com os julgamentos, mas acima de tudo com amor. Amor de amizade ou com a familia que formamos.

E isso é lindo. 

Adorei a leitura  espero poder ler mais coisas da autora e ver ela levantando essas questões sultimente com personagens vivas e fortes. Ansiosa pela serie. 



“E, não importa onde a gente esteja, ou que horas sejam, o mundo está no escuro e nós somos duas luzes piscando. Na mesma sintonia. Nenhuma das duas piscando sozinha”.

29 de jan. de 2023

As primeiras leituras do ano e a competição literaria

 Olá *aceno*

Na minha última news eu estava muito empolgada com o desafio literário que entrei, ele é do blog Momentum saga, e consiste em 12 tópicos que você pode preencher com qualquer livro - que corresponda as indicações. Eu coloquei os livros que pretendia ler, e achei muito maneiro que em tese seria um livro por mês, o que é uma meta realista. 

Eu comecei lendo "as vantagens de ser invisível" que é um dos meus livros favoritos da vida e fala muito sobre a nossa vontade de pertencer, sobre crescer, sobre traumas (que parece que eu entendi muito melhor nessa terceira leitura), sobre as pessoas, quem elas são, quem elas querem parecer ser e tudo isso me fez pensar um pouco sobre a velocidade que eu queria ler esse livro. 

Quando entrei no desafio já estava preparada para não me cobrar demais, "okay não ler 30 livros por ano, mesmo que tenham pessoas que lêem 100" "12 é um bom  número, ta suave", mas na realidade eu queria ler rápido, eu queria ter terminado o livro em um dia, como a primeira vez que o li. Isso aconteceu com o último do ano que eu achei que estava lendo super rápido porque li em uma semana e uma aluna minha veio toda empolgada falando que leu em uma sentada. E isso acontece a cada vez que vejo pessoas falando de livros no instagram, porque elas  fazem isso muito rápido e de certa forma parece que não estamos participando de alguma coisa. 

 A leitura como um todo na internet parece uma competição e na maioria das vezes, eu admito, entro na pilha. Mas ai eu me pergunto e ler mais para que mesmo? Comprar mais livro pra que mesmo? 

*pausa para uma reflexão em que eu me vi fazendo várias dessas coisas e não pensando a respeito*

comparação destroí a personalidade

Okay, eu sei que o capitalismo faz isso com todas as pessoas, que os livros de unboxing são os mais vistos, mas a questão é: até onde vamos deixar isso virar uma cobrança? 

 Ando pensando nessas coisas um tempinho, foi um dos motivos que eu queria voltar até blog, fazer as coisas com calma. Ler com calma, escrever com calma, postar com calma, ter calma nas minhas ideias. Porque tanta competição? Sério? Para que ler 100 livros por ano? Ou ler um livro por dia? Qual o intuito de ler? Penso nisso com mais frequência que gostaria, por que toda essa pressão de ler um livro para ter mais livros lidos acaba com a graça de ler por prazer, tira a graça de sentir cada emoção - ou não - do livro. De refletir o que realmente aqui livro causou em você e na sua vida ou só de deixar a cabeça descansar lendo um pouco. 

As coisas são muito rápidas - o que as vezes é maravilhoso - mas também é muita coisa para nossa cabecinha. Aprender a descansar é uma das coisas que eu mais falo para as pessoas ao meu redor e mais penso para mim mesma, fazer as coisas com calma, estar sereno por dentro parece ser tão difícil para a maioria de nós... E estamos cobrando as pessoas ao nosso redor o tempo todo na direção contraria, mas precisamos dar uma respirada. E parar de competir com tudo dos outros. É um exercício. Mas temos que práticar. 

para de criar competições que não existem 


 A internet é um lugar maravilhoso! Tem muita coisa que se a gente deixar é inspiração e não competição, que podemos fazer igual e não exite mais aquela coisa de ser inveja e tudo mais (e isso é muito legal) podemos criar coisas com base em coisas que outras pessoas já criaram. Podemos fazer isso com calma, sem deixar que a comparação nós tome. Vamos fazer da leitura um momento de paz e normalizar isso! 

Para finalizar recomendo a leitura de "As vantagens de ser invisível" e se ver de um lugar de uma pessoa que observa as outras e as vezes isso fala muito mais sobre você do que os outros de fato. As situações que passamos, nos colocamos e como interpretamos coisas que nós traumatizaram. É um livro lindo que eu com certeza vou fazer mais posts aqui. 

Por enqunato, é isso.

Até logo *aceno*

"E ninguém nunca diz até logo a menos que queira ver a pessoa novamente."- jonh green 


15 de jan. de 2023

Welcome

 Olá olá *aceno*

Seja bem-vinde ao primeiro post da apofenia como blog!

 Se você veio direto da news obrigada por me ajudar na #blogsdevolta! Mas se você chegou aqui sem saber que lugar esse, pega um café ou um cházinho que eu vou te contar tudo. 

Apofenia é "A apofenia é um termo cunhado por Klaus Conrad em 1959 para o fenómeno cognitivo de percecionar ou identificar padrões entre dados aleatórios." um exemplo disso seria olhar para lua e ver um rosto lá - sabemos que a lua não tem um rosto, mas temos essa tentencia em ver esse padrão. Ele está muito atrelado a religiões e coisas desse tipo, mas também é uma forma de conectar coisas diferentes e cada um acaba tendo uma interpretação disso. 

Apofenia é também o nome da minha -quase falecida- newsletter, que foi um processo importante para mim para passar por algumas fases, mas principalmente para continuar escrevendo. E quando me veio a ideia de criar um blog eu senti que seria legal usar o mesmo nome, porque tem essa mesma vibe. 

 E ai você me pergunta: porque diabos criar um blog em 2023?

Porque blogs sempre foram a minha casa. Eu tinha vários, eles foram começo com varias coisas que mais amo hoje (escrita,livros, musicas, minhas amigas). Acredito que vários conteúdos seriam melhor se fosse escritos ao inves de videos ou até mesmo newsletters ou threads no twitter. 

Porque eu quero continuar escrevendo em um lugar com diversas possibilidades - e você leitor pode escolher o que quer ler. Porque aqui não tenho a obrigação de um ritmo de post irreal que vai me deixar doida só para conseguir mais números. E proque as pessoas que tem blogs são mais felizes :) (brincadeira, mas eu acho que sim!)

É muito bom ter um espaço para várias coisas e para focar em não surtar na vida adulta.

Fico feliz que esteja aqui. 

Então fique a vontade!

até logo. 



"E ninguém nunca diz até logo a menos que queira ver a pessoa novamente."jonh green