22 de abr. de 2024

Precisamos falar sobre o lado tóxico - crescente - do bookgram

 Olá *aceno*

fonte: pinterest 


Faz um tempinho que venho agoniada com o instagram e com as coisas que tem nele. No geral, é a mesma ladainha de sempre, porque eu tenho ciência que é um dos meus maiores vícios, mas tem em sufocado. 

 Um dos problema do instagram é ser um catalizador de consumismo, de sempre mostar para os outros coisas que muitas vezes não são verdade, e como andamos com pressa de tudo. E como cada vez mais tem mais gente fazendo exatamente a mesma coisa que todas as outras pessoas. No fim, toda essa pressa, essa ânsia, esse mais do mesmo é extremamente exaustivo. 

Essa agonia vem crescendo dentro de mim e mais do que nunca eu quero sair e não voltar a trás e cada vez mais eu me vejo presa em suas garras e repetindo esses ciclos infinitos, porque só assim você consegue mais numerozinhos, só assim você consegue ter o seu valor provado e atenção de quem te interessa. E esse é o maior valor - e cada vez mais díficil de atingir - a atenção. 

Eu sinto a minha atenção ficando cada vez mais fragmentada e quando eu acho que é impressão minha eu olho pro lado e vejo que é geral. 

O que era legal antes começar uma série nova e maratonar ela, agora é motivo de critica  "ah eu gostei do livro, mas é um esquema de pirâ+mide" "não aguento mais livros que tem 8 livros na série" ao mesmo tempo em que vemos sempre mais vídeos de unboxing, mas videos de compras e menso livros de lidos (e quando são lidos, é quase uma competição quem lê mais).

Percebo que tudo isso vai se infiltrando em nós. Eu como pordutora de conteúdo e que sempre amou falar de livros me pego agoniada em ler um livro quando não tenho tempo, porque netsou muito tempo com ele e isso me irrita, vejo que as vezes mesmo que eu ame uma música que fez sucesso no instagram eu começo a desta-lá depois de ouvir em 22145696320 reels. Vejo que não tenho mais paciência de ver videos com mais de 1 mim. Vejo que coneúdos que me chamam mais atenção são de comprar e me vejo querendo deixar meu quarto e minhas "marcações" mais aesthetic só porque os conteúdos me mostram livros todos rabiscados como lindos. E pagar caro em livros que as vezes eu nem quero tanto porque está todo mundo falando sobre. Eu sou essa pessoa e eu preciso admitir isso. E ao mesmo tempo eu estou exausta de tudo isso!

Sinto falta de ter uma "slow life" de ler ser um prazer na minha vida e não uma obrigação, de ter um momento calmo, de ter um momento de paz e não de fingir ter quando algo profundo dentro da minha mente me incomoda sobre. 

Precisamos falar mais sobre esse lado. E precisamos refletir. Eu preciso principalmente e você vão me ouvir falar sobre. 

Qual a sua opinião sobre? Vamos conversar?

Resenha: Uma Familía Feliz - Raphael Montes

 Um dos meus últimos recebidos da Companhia das Letras foi o laçamento Uma Familía Feliz do premiado Raphael Montes. 

foto autoral 


 No livro acompanhamos a história de uma familía perfeira: Um casal de classe média alta, que mora em um condomínio chic no Rio de Janeiro com suas duas filhas gêmeas. E tudo parece bem e a vida é boa por lá, até nossa protagonista - Eva- engravidar e a sua vida virar de cabeça para baixo. 

Acompanhamos a nada romatizada gravidez e as coisas estranhas que começam acontecer com Eva, conhecemos seus vizinhos, e as lutas de Eva antes de conhecer Vicente - seu marido, seu trabalho como cegonha de bebês reborn e a sua rotina. A história é conduzida com maestria e sentimos sempre que tem algo estranho no ar (quase como uma música que toca nos filmes de terror...), mas só vemos de fato quando o bebê nasce. Apagões, volência, rémedios, manipulações, julgamentos, mistérios... São temas que permeam a leitura e cuminam num final supreendente. 

Foi o primeiro livro do autor que li. Confesso que me supreendi com escrita e com a condução da leitura. Não é um gênero que eu tenho costume de ler  e foi uma leitura proveitosa ao mesmo tempo que incomoda pelo seus temas como: a descrença e a sobrecarga da mulher, a não romantização da gravidez, a construção de uma sociedade de classe média que não enxerga seus preconceitos tampouco seus prívilégios. O clima de estar sempre seguro mesmo que sempre vigiado, os easter eggs que aparecem na leitura e as várias hípoteses que são levantadas e seguem para outro caminho no final - não inovador, mas supreendente. 

O único ponto ruim da leitura é que só temos a visão de Eva do que está acontecendo e com um final trágico não conseguimos fechar todas as pontas que o livro abre e ficamos sem uma conclusão completa do que acontece após o capítulo 30 - que é o último, mas o primeiro também. 

Gostei bastante da leitura recomendo e estou muito louca para ver o filme. E você? O que achou?

4,5 / 5 ✰

4 de abr. de 2024

Resenha: Chuvas Esparsas - Rainbown Rowell

   Olá *aceno*

Esse ano o bichinho da leitura me picou e estou lendo bem mais que o normal, mas nesse final de Março comecei a ler vários livros que me deixaram meio, sei lá, querendo algo mais fluído, cheio de amor e não tão longo. Por sorte, eu recebi da editora seguinte o livro "Chuvas esparsa" da Rainbow Rowell que era exatamente o que eu estava procurando e -confesso- até um pouco mais. 

 Rainbown é uma autora conhecida pela suas obras mais famosas como a trilogia de Simon Snow e o polêmico "Eleanor e Park" (que eu descobri recentemente que foi cancelado). Mas é autora de livros incríveis como Fangirl (o meu favorito dela), anexos, ligações e mais alguns. Os livros dela são sempre aquele conforto para leitora ou leitor que quer encontrar o frappucciono delicinha de sempre: romances fofinhos. Nesse livro não fugimos disso, mas acrescentamos uma coisa: eles são em contos. 

 O livro e dividido em  9 contos - e alguns deles já haviam sido publicados em outros lugares, e dois deles eu já havia lido antes (o conto "meias-noites" na antologia de natal "o presente do meu grande amor"e o conto "escrito nas estrelas" já havia sido publicado em formato de livro pela editora Novo Século com o título "universos e afins"), mas confesso que foi muito legal reler de novo ao mesmo tempo que me entregava a novas histórias com personagens novos - ou velhos conhecidos...

Ao longo dos contos vemos várias histórias de amor -mas nem todas elas com um desfecho romântico. O que me impressionou foi como somos conduzidos a conhecer personagens complexo, que vão se desdobrando em dilemas que muitas vezes temos em nós. Há personagens de várias idades, personagens que não são bem o que aparentam, personagens confusos, com medo, apaixonados por algo ou se apaixonando. Temos enredos de segunda chances, de amigos que viram namorados, inimigos que viram amantes, noite de natal confusas e contos dentro da pandemia. Me peguei pensando como seria aquela sensação, revendo sensações antigas que fiz questão de enfiar num baú (alô, pandemia? ) de pensar naquelas analogias que fora usadas de maneiras explicitas ou muito metafóricas e adorei todas elas.

De longe o meu conto favorito foi "músicas para esquecer um ex de merda" que  me entregou o que eu mais queria e me deixou com o coração quentinho! O conto que mais surpreendeu foi "mensagens confusas" e os que mais deixaram lé lé da cuca foram "O Príncipe e a Troll" e a "À Espera". Mas todos foram incríveis e me fizeram relembrar o gostinho delicioso que é ler e se deixar levar pela escrita da autora. 

Queria destacar também a beleza desse livro!! Desde da capa, a ilustração, as letras (que não são pretas! Elas variam entre um roxo escuro e um  verde que são lindinhos demais) fora que a tradução ficou ótima!

O livro ficou com 4,5 estrelas!

E você já leu? O que achou? Me conta aqui nos comentários.