20 de fev. de 2024

como foi fazer um desafio literário em 2023?

  Em 2023 fiz um desfio literário e vou te mostrar como foi!

 Sei que tem muitas maneiras de se fazer um desafio literário: no skoob, uma maratona, com um tema específico, etc. O que eu escolhi fazer veio do blog Momentum saga e funcionava com alguns tópicos que você deveria completar e fiou assim:

  • Um livro que você devia ter lido em 2022 e não leu
Escolhi Vermelho, Branco e sangue azul para essa categoria e você pode ler a resenha aqui 


  • Um livro publicado no ano de seu nascimento
Esse - eu juro- eu não fazia ideia o que poderia colocar. Tanto que finalizei o ano se ter colocado nada na lista. Ai eu vi um post de editora arqueiro falando sobre "Os bridgertons " e que o Duque e Eu foi publicado em 2000! E foi uma leitura fantástica (e eu amei o que fizeram com a serie, deu tudo que faltava no livro. 
  • Um livro sobre ou que trata da realeza
O escolhido para falar da realeza foi Romance Real da Clara Alves e tem resenha aqui também 


  • Um livro lançado em 2023
Eu escolhi um conto para essa categoria e foi "Óbvia demais" da minha migs Atlantinico  que inclusive ganhou prêmio na amazon!! 

  • Um livro que se passa nos anos 1970
Não poderia faltar ela: Daisy Jones  and The six! Esse livro foi uma surpresa e me desculpe quem prefere Evelyn Hugo, mas esse livro foi incrível! Todas as camadas! E ter acompanhado a serie lançando as músicas foi mais maravilhoso ainda.Tem post aqui também. 


  • Um livro com ou sobre magia
Escolhi um livro da halloween para esse: o menino bruxa - uma graphic novel delicada e que traz assuntos importantes de um jeito super legal! 
  • Um livro favorito que você já leu
Coloquei nessa lista as vantagens de ser invisível e o ladrão de raios que eu li por causa da serie  (e to com um protejo de ler o riordanverso todo - me deseje sorte) e fi demais! Muita coisa eu não lembrava e aquela regra do pequeno príncipe - de reler mais vezes-  para mim vale para todos os livros. 
  • Um livro comprado em um evento
Escolhi Se a casa 8 falasse oi uma leitura extremamente gostosa - como todos os livros do Vitor e que valeu cada segundo! 
  • Um livro com duas ou mais linhas do tempo
A biblioteca da meia noite  foi a leitura que escolhi para esse. A leitura varia muito entre vários lugares e possibilidades e mesmo achando que falta alguma coisa para o livro ficar completo ( e com umas coisinhas que eu achei a mais) eu adorei a mensagem. O livro foi tão potente que meu pai que quase não lê,se interessou e gostou da história. 
  • Um livro sobre ativismo
Esse eu quis colocar um que não é bem, mas é a cantiga de pássaros e das serpentes. Para mim nada foi maia ativista que a Lucy Gray e o Sejanus. Mostrar o caminho que leva um ditador chegar onde chegou é de extrema importância. E também teve toda a vibe de gente amando o Snow mais novo pela beleza do ator e passando pano para tudo que a história significou e vi muita gente falando sobre. 
  • Um livro de ou sobre culinária/comida 
Esse não rolou mesmo. 
  • Um livro apenas pela capa
Aprendendo a Cair foi um graphic novel que peguei na escola que trabalho e foi uma grande surpresa. Conta a história de um menino com deficiência intelectual e o processo dele ir morar em uma casa especializada com os cuidados de pessoas que assim como ele estão se descobrindo e vivendo coisas novas. é muito legal e tem uma história bonita baseada em uma instituição de verdade! 

Essas foram as minhas leituras do desafio de 2023 e já tem no blog disponível  desafio de 2024!
Quem vamos? 

9 de fev. de 2024

Resenha: heartstopper vol 5 - mais fortess juntos

Atualmente um dos maiores sucessos literários, com uma das adaptações mais fieis e bem feitas é de Heartstopper - a serie que terminará no seu sexto volume e foi escrito Alice Oseman.
 Em dezembro chegou no brasil o penultimo volume da serie e eu queria muito falar sobre, mesmo que *contendo spoilers* já que Nick e Charlie já viveram muito até aqui...
  

Os volumes de heartstopper são conhecidos por terem a leveza e a paixão adolescente e a responsabilidade de um adulto e a empatia que falta por ai. Em outros volumes a autora já trabalhou diversos assuntos inclusive disturbios alimentares. Nesse penultimo livro ela começa falando sobre como será a vida deles depois da escola, das escolhas necessárias e começa levantar algumas problemáticas para o relacionameneto dos dois como o relacionamento a distância, as amizades, as escolhas do futuro, primeira vez e tudo mais.


Nesse volume também conhecemos mais sobre a irmã do Charlie - Tori e vemos ela se abrindo e falando coisas pessoais sobre que vão fazer muito sentido com os outros livros da autora, mas também mais a construção que ela teve nos outros volumes.

Por falar nisso, essa foi a melhor coisa do livro, a constrção que teve até ele. Foi incrível ver um relacionamento que começou e se mantém de um jeito muito bonito, com parceria, com fleter e com maturidade de ver que os dois gostam de coisas diferentes e tá tudo bem. 
Estou muito ansiosa para o sexto volume e ler os demais do Osemanverso
Aproveitando segue a lista de leitura coloquei um ✓ no que já li, comenta aqui em embaixo o que já leu também. 

  1. heartstopper - vol 1 ✓
  2. heartstopper - vol 2✓
  3. heartstopper - vol 3✓
  4. heartstopper - vol 4✓
  5. Este Inverno
  6. Um ano Solitário 
  7. heartstopper - vol 5 ✓
  8. Nick e Charlie: uma novela de Heartstopper
  9. Sem amor 
  10. Rádio Silêncio 
  11. Hearstopper para colorir
  12. Almanaque Heartstopper
  13. Eu nasci para isso 

8 de fev. de 2024

Sonhos se realizam por aqui!

 Esse é um post que eu nunca imaginei ao mesmo tempo que sempre quis fazer por aqui e por todas as redes sociais...

 Desde que criei o meu primeiro blog, lá em 2011, eu sempre falei de livros. Livros mudaram a minha vida, como a maior parte das pessoas que lê, nunca é só um livro. As páginas viram as nossas amigas, nossas confidentes, aprendemos coisas novas e nos encontramos dentro dessas páginas sempre tive um sonho: fazer uma parceria com uma editora. E finalmente aconteceu! 

É muito feliz que eu informo pra vocês que: 


Sou parceira da companhia das letras!!!! 
Eu já chorei, já sorri, já pensei em tantas coisas, mas queria agradecer muito a editora companhia das letras pela confiança e que venha muita coisa incrível por ai!


Siga em frente - um livro de criatividade e sentimentos sobre a vida na internet

Esses dias - perto do aniversário do bookgram- eu vi uma menina com um reel simples comemorando que o instagram dela estava completando 3 anos e ela nunca tinha tentado ser uma influencer e isso alugou um triplex na minha cabeça. 

 Quando comecei o blog ainda tinha muito daquela história de criar uma página por motivo nenhum e ver ela fazendo sucesso, mas hoje em dia sinto que a maior parte das contas já é criada com  o propósito de ser alguma coisa, de crescer e de chegar em algum lugar. E tudo bem, sabe? Mas tenho pensado muito sobre o que tudo isso significa para mim. e acho que eventualmente todo mundo que cria alguma coisa na internet vai pensar nisso... O sonho de fazer parcerias com editoras (no meu caso), a pressão por querer mais números para ser notada, a produção de conteúdo só para gerar visualização, a pressão para ler aquilo que tá todo mundo falando, são coisas que as vezes não vemos as pessoas falando, mas eu sei e você sabe, está lá. 

Foi nesse contexto que o livro Siga em frente do Austin Kleon chegou e abalou todas as estruturas que já estavam balançadas. Autor de "Roube como um artista" e "Mostre o seu trabalho" chega com uma versão de " E agora? o que fazemos com tudo isso?" que me fez ficar completamente embasbacada e querer marcar tudo. 

 Nesse livro Austin fala do processo criativo de uma maneira diferente. Ele fala como um artista que descobriu que criar arte tem desafios mesmo depois que você já um artista E alias ele propõem focar no verbo e não no substantivo. Fazer arte. Escrever, desenhar, pintar antes de ser escritor, desenhista ou pintor. Criar uma rotina par que seu trabalho flua, não para seguir regras que mais temos por ai, mas para você saber para onde está indo. Ele fala sobe criar um diário para rastrear a sua arte, sobre como criar arte de uma maneira saudável de forma geral. 


E o que mais me chamou atenção mesmo
é o que ele fala sobre o mercado e como só produzir arte por conta do dinheiro é nocivo. 

"Somos treinados a elogiar nossos amigos com termos de mercado. No minuto em que alguém mostra talento para qualquer coisa, sugerimos que se torne uma profissão. É nosso melhor elogio: dizer a alguém que é tão bom no que ama fazer que poderia ganhar dinheiro com isso.
Antes, tínhamos hobbies; agora temos "bicos". Conforme a economia piora, as redes de segurança se rompem e os trabalhos estáveis desaparecem, as atividades de tempo livre que nos acalmavam e distraíam do trabalho e davam mais sentido à vida agora nos são apresentadas como fontes de renda em potencial, ou alternativas para um emprego tradicional."

Estamos exaustos, sabe? 

Eu me sinto exausta de produzir conteúdo para um coisa que deveria ser uma diversão pra mim, e não me entenda mal, o bookgram do jeito que ele é me ajudou muito quando eu precisava focar em outra coisa, mas o problema é que começa a fica pesado e desistimos. Chegamos ao um ponto que temos mais um trabalho. E é aquilo: trabalhar com o que se ama é o melhor jeito de odiar essa coisa. 





Austin fala sobre tentarmos fazer as coisas e não divulgar para todo mundo, ou fazer porque você quer, por prazer para que volte ser a ser um hobby, se guardar- nem que seja uma partezinha -do mercado. Se guadar dos números e como eles estão nos fazendo mal. 


Dinheiro não é a única medida que pode corromper a prática criativa. Digitalizar o trabalho e compartilhá-lo na internet significa sujeitá-lo ao mundo da métrica online: visitas, curtidas, favoritos, compartilhamentos, tuites, blogs, seguidores, muito mais.

É fácil se vidrar tanto na métrica online quanto no dinheiro. É tentador usar esses dados para decidir no que trabalhar, sem considerar a superficialidade da métrica em si. A classificação da Amazon não diz se alguém leu seu livro duas vezes e amou tanto que emprestou para os amigos. Curtidas do Instagram não dizem se alguém pensou numa imagem pelo mês todo. Contagens de visualização não são iguais aos seres humanos que aparecem para dançar numa apresentação ao vivo.


E isso me fez lembrar da menina que nunca tentou virar influencer ela só queria compartilhar as leituras, postar fotos bonitas, e se divertir. Quanto disso faz parte da nossa vivência? Da minha bem pouco. Sinto falta dos blogs, de ler newsletter, do conteúdo que é produzido devagar, que é pensado e vem do coração. Eu sinto falta de escrever por hobby e sem a pressão de ter que entregar algo não só para pessoas, mas para algoritmo.  De poder ser ruim em uma coisa ou melhor: não querer ser boa o tempo todo.

As redes sociais nos transformaram todos em políticos. Em marcas.Todo mundo é uma marca agora e a pior coisa do mundo é ser inconsistente.Só que ser consistente com a marca implica em ter 100% de certeza de quem é e do que faz, sendo que certeza, na arte e na vida, não só é totalmente supervalorizada, como também bloqueia a descoberta.


O livro todo em si é muuito bom, todos os caminhos que eles percorrem e sobe arte que podem ser as mais diversas possíveis. Ele foi um respiro de "olha acho que não tá todo mundo doido sobre isso, tem gente que tá se sentindo como eu" um sobre de consciência de uma maneira bem divertida e leve. Precisava olhar para as coisas que eu produzo de uma forma diferente. Estar na internet hoje exige cada vez mais nossa atenção, nossos interesses, nossos hobbys nossas almas. Poder dar uma pausa e pensr sobre quais caminhos se quer seguir de maneira simples e clara é quase como soltar a respiração que se está segurando. 

E ai? Vamos criar mais arte por hobby?


Nota:5/5 - MARAVILHOSO!